| GAVIÃO |
| Distrito: |
Portalegre |
| Freguesias: |
5 |
| Área |
294
Km2 |
| População
Presente (Total) |
4
750 |
| Estradas |
Existentes:
EN118, EN244. |
Caminhos
de Ferro
|
Linhas:do
Leste |
| Estações |
Belver |
|
|
| Ao
que consta, a freguesia de Gavião já seria
povoada na época dos romanos, por ser terra fértil
e pela sua situação numa extensa campina,
pois alguns elementos arqueológicos desse período
parecem indicar essa conclusão, sendo que alguns
autores referem mesmo que aqui terá existido a antiga
cidade de Fraginum ou Fraxinum, em contradição
a outros que afirmam ser a Fraginum a vila de Alpalhão.Foi
no período tardo-medieval uma das doze vilas do priorado
do Crato.O seu povoamento terá começado por
volta do século XII, quando o território estava
incluído no termo de Guidintesta, uma vasta região
compreendida entre os rios Tejo e Zêzere, doada por
D. Sancho I à ordem dos freires-cavaleiros de S.
João do Hospital com o intuito da salvaguarda do
território das investidas muçulmanas .Ao contrário
de outras povoações, Gavião foi aumentando
a sua importância com o decorrer dos séculos,
como demonstra o Foral de 23 de Novembro de 1519, durante
o reinado de D. Manuel I, que instituiu a vila e, por arrastamento
dotou-a de todos os privilégios e direitos inerentes
à categoria de concelho.Ao longo dos tempos, a vida
no concelho de Gavião decorreu com a regularidade
permitida pelo seu afastamento dos grandes centros, embora
aqui e além sentido os estrondos das crises e os
fervores nacionalistas da época moderna que aqui
chegavam tardiamente e um pouco esfumados.O concelho foi
suprimido entre 26 de Novembro de 1895 e 13 de Janeiro de
1898, na sequência de uma reforma administrativa do
País. As suas freguesias passaram então para
o concelho de Nisa, à excepção de Comenda,
que transitou para o concelho do Crato. A restauração
do concelho, em 1898, foi feita num movimento a que muito
elucidativamente se designou de contra-reforma administrativa,
recebendo Gavião, nesta altura, a freguesia de Belver,
que até aqui estivera em Mação.Em termos
patrimoniais, "a paisagem é o principal monumento
desta vila histórica", como referiu António
Nabais em "Viagens na Nossa Terra".Gavião
é um concelho essencialmente agrícola agora
e como sempre. A sua população mantém
muitos dos traços rurais que fizeram a sua história
e etnografia. O artesanato aí está a prová-lo,
bem como uma gastronomia regional rica, variada e saborosa.A
bandeira, armas e selo que constituem a heráldica
de Gavião são os seguintes, segundo o parecer
da Associação dos Arqueólogos Portugueses:
Bandeira esquartelada de amarelo e verde, coroa e borlas
de ouro e verde, lança e haste douradas. Os dizeres
"Câmara Municipal do Gavião"Duas
últimas palavras nesta breve resenha histórica
de/e sobre o Gavião para as figuras célebres
de Mouzinho da Silveira, o célebre legislador português,
sepultado por desejo testamentado no cemitério da
freguesia de Margem deste concelho ("...são
gentes agradecidas e boas, e gosto agora da ideia de estar
cercado, quando morto, de gente que na minha vida se atreveu
a ser agradecida"), e de Eusébio Leão,
um dos paladinos e deputado da República em Portugal,
natural e digno filho da nossa terra. |
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| De
negro, com uma cruz da ordem de S. João do Hospital
ou cruz de Malta de prata carregada no cruzamento por um
gavião de sua cor, voando, acompanhado por um ramo
de oliveira de verde furtado de ouro e por um ramo de sobreiro
de verde landado de ouro, atados de vermelho em ponta, juntamente
com um cacho de uvas de prata realçado de purpura,
folhado e truncado de verde. Coroa mural de prata de quatro
torres. Listel branco com os dizeres "Vila de Gavião"
a negro. Selo circular, tendo ao centro as peças
das armas e em volta, dentro de círculos concêntricos. |
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