Fronteira
Distrito: Portalegre
Freguesias: 3
Área 245,20 km2
População Presente (Total) 4057
Estradas

Existentes: EN243, EN245, EN369.

Caminhos de Ferro
Linhas: DO LESTE
Estações  FRONTEIRA
 
Vista aérea de Vale de Maceiras
 
Freguesia com área de 4.134 hectares, S. Saturnino dista 9 Km da sede do concelho.
Pouco se conhece das origens e história desta pequena povoação que, muito provavelmente, se terá desenvolvido nos moldes que hoje conhecemos como consequência da divisão ou aforamento de uma propriedade com o mesmo nome pertencente ao Convento de Nossa Senhora do Espinheiro, da cidade de Évora.

Tanto quanto se sabe ter-se-á desenvolvido a partir de um núcleo mais antigo cuja existência é testada pela documentação dos séculos anteriores.

Os mosaicos postos a descoberto na Herdade de São Francisco e uma ara funerária encontrada na Herdade de Val Paredes apontam para a existência de uma população residente já no século I A.C.

Existem importantes referências na área desta freguesia de vestígios da ocupação romana, na herdade de S. Francisco, onde foram encontrados mosaicos, telhas e cerâmicas.

Quanto ao primitivo núcleo urbano, sede da freguesia de S. Saturnino, hoje relegada para segundo plano em virtude da crescente importância demográfica e administrativa de Vale de Maceiras, a sua fundação deverá ser anterior ao século XIV, época em que a atribuição daquela invocação caiu em desuso, não sendo de excluir a hipótese da sua implantação no local se ter ficado a dever à existência de estruturas remanescentes de primeira ocupação romana.
 
 
1800 Habitantes
Distando 10 Km da sede do concelho, Cabeço de Vide situa-se na encosta meridional de um monte, estendendo-se até à planície e aí formando um rossio que é tido como o mais amplo entre o Tejo e o Guadiana.


Há quem atribua aos romanos a fundação da primeira povoação, mas sabe-se que todo o território da freguesia foi alvo de ocupação humana desde o Neolítico. Comprovam-no os diversos achados arqueológicos aqui encontrados ao longo dos tempos: machados, facas de pedra lascada e polida e numerosas antas.


Os romanos devem ter permanecido aqui durante vários séculos. Pelo actual território de freguesia passava uma estrada subsidiária da importante via militar romana que ligava Lisboa a Mérida. Esta via servia as termas da Sulfúrea, onde foram encontradas ruínas de um balneário e muitos outros vestígios arqueológicos datados da época romana. Um pouco por toda a freguesia foram encontrados abundantes testemunhos de uma forte actividade romana. Segundo a tradição a primeira fundação da localidade foi no sítio de Pombal. "Havia uma povoação onde, por ocasião de uma batalha, ficaram por enterrar muitos mortos do que resultou uma peste, alguns feridos subiram ao cabeço do outeiro e assim que respiraram os ares puros logo recuperaram a saúde, vendo isto, os que ficaram em baixo foram subindo ao alto do monte e lhe chamaram dali diante Cabeço de Vida e pelo tempo em diante Cabeço de Vide."


No ano de 1160, D. Afonso Henriques conquistou a povoação que foi retomada e destruída pelos árabes em 1190. Alguns anos depois foi reconstruída no alto do Cabeço para melhor se defender dos inimigos. Foi então levantado, ou reconstruído, um castelo e edificada uma cerca muralhada em torno da povoação.


No séc. XVI, Cabeço de Vide foi doada a um dos mais ilustres homens de armas e célebre Diogo de Azambuja. Este século foi época de ouro da vila que começou, em 1498, com a fundação da Santa Casa da Misericórdia por D. Leonor. Em 1512, D. Manuel I concede novo foral a Cabeço de Vide.


O declínio da vila começou durante as campanhas da Restauração que lhe arruinaram as casas, as muralhas e o castelo. Depois de vários anos negros na vida desta vila, esta deixa de ser concelho a 24 de Outubro de 1932, ficando integrada no concelho de Alter do Chão até 21 de Dezembro de 1932, data em que transitou para o concelho de Fronteira.

População: 2 500 habitantes

Actividades económicas: Agricultura, pecuária, pastorícia, ind. de confecções, panificação, construção civil, comércio e serviços

Feiras: Anuais (29 de Junho e 24 de Outubro) e mercado mensal (última 5.ª feira do mês)

Festas e romarias: N. Sra. da Assunção (Julho) e N. Sra. da Vila Velha (Agosto)

Património cultural e edificado: Igrejas Matriz da Misericórdia e do Senhor dos Mártires, capelas de Nossa Senhora da Vila Velha, de Nossa Senhora da Assunção, de Nossa Senhora da Atalaia, e do Senhor das Almas, torre do relógio, cruzeiro de Santa Cruz, pelourinho, vários solares, pormenores arquitectónicos das chaminés locais, monumento á Batalha dos Atoleiros, ponte romana, moinhos de água e diversas fontes

Outros locais de interesse turístico: Turismo rural na Herdade dos Aroeirais, reserva de caça associativa, zona piscatória na Ribeira Grande, complexo desportivo, local da Batalha dos Atoleiros e miradouro do adro da capela de Nossa Senhora da Vila Velha.

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