ELVAS
Distrito: Portalegre
Freguesias: 11
Área 631 km2,
População Presente (Total) 22964
Estradas Existentes: EN4, EN246, EN373
Caminhos de Ferro
Linhas: DO LESTE
 

A fundação de Elvas é atribuída aos romanos, dos quais existem vestígios em vários pontos do concelho, se bem que se suspeite que outros povos habitaram esta região anteriormente.
No reinado de D. Afonso Henriques, em 1166, foi conquistada aos mouros pela primeira vez; reconquistada e perdida de novo, seria integrada em definitivo em território português em 1229, por D. Sancho II que, através de um Foral, lhe traça o caminho de liberdade e crescimento. O ano de 1513, com D. Manuel I, marca a elevação de Elvas à categoria de cidade.
A localização de Elvas, sobre a fronteira, provocou sempre muita cobiça pela conquista da sua posição; daí o cuidado que foi colocado na defesa elvense. As suas linhas de muralhas e os Fortes de Santa Luzia e da Graça atestam-no com clareza; importante no desfecho da Guerra da Restauração foi a Batalha das Linhas de Elvas travada em 14 de Janeiro de 1659.
Hoje, agora sobre uma fronteira muito mais esbatida, mas situada na ligação entre as duas capitais ibéricas, rasgam-se novos horizontes para Elvas; o futuro abre novos desafios, com outras batalhas a vencer.

Batalha das Linhas de Elvas

A Batalha das Linhas de Elvas, foi travada em 14 de Janeiro de 1659, em Elvas, entre Espanha e Portugal.

Em 1658 um exército espanhol, comandado por D. Luís de Haro, acampava na fronteira do Caia, com 14 000 homens de infantaria, 5 000 de cavalaria, artilharia, munições, etc. Alguns dias decorreram em preparativos dos castelhanos para o cerco de Elvas, e nas diligências dos portugueses para defenderem a cidade. D. Luís de Haro distribuiu as suas tropas ao longo de entrincheiramentos, dando ordens para que fosse exercida apertada vigilância a fim de impedir que Elvas recebesse mantimentos ou qualquer outra espécie de auxílio vindo do exterior, de tal modo que só a chegada de um verdadeiro exército poderia evitar mais cedo ou mais tarde, a capitulação da praça. A rainha D. Luísa resolveu chamar D. António Luís de Meneses, conde de Cantanhede, para lhe entregar o comando geral das tropas portuguesas no Alentejo, e transferir para o mesmo teatro de operações D. Sancho Manuel, que foi assumir as funções de mestre-de-campo-general. Os espanhóis instalados nas duas colinas mais próximas começaram a bombardear a cidade de Elvas, causando pânico e grandes baixas na população. Mas o maior perigo era a peste que causava cerca de 300 mortes por dia.

Mediante tal situação, o conde de Cantanhede, D. António Luís de Meneses reuniu em Estremoz um exército de socorro. Apesar de grandes dificuldades, que o obrigaram a organizar recrutamentos em Viseu e na ilha da Madeira, e reunir as guarnições de Borba, Juromenha, Campo Maior, Vila Viçosa, Monforte e Arronches, o conde de Cantanhede conseguiu formar um exército de oito mil infantes, dois mil e novecentos cavaleiros e sete canhões. Tendo ficado acordado, entre o conde de Cantanhede e D. sancho Manuel, que o ataque às linhas de Elvas se faria pelo sítio conhecido por Murtais, o exército português saiu de Estremoz e marchou sobre a praça cercada. Os portugueses ocuparam as colinas da Assomada, de onde se avistava a cidade de Elvas e as linhas inimigas, estas num majestoso arraial. No dia 14 de janeiro, cerca das oito horas da manhã, os portugueses desencadearam o ataque, como estava previsto pelo sítio dos Murtais. Manteve-se a vitória indecisa durante algum tempo, pois ao ataque correspondia uma vigorosa defesa do lado espanhol, mas a certa altura as tropas do conde de Cantanhede conseguiram romper irresistivelmente as linhas dos castelhanos, que começaram por ceder terreno e não tardaram a debandar.

As perdas sofridas pelos espanhóis nas linhas de Elvas foram enormes. Dos dezoito mil homens comandados por D. Luís de Haro, apenas cerca de cinco mil infantes e trezentos cavaleiros conseguiram alcançar Badajoz.

Nesta batalha distinguiu-se o conde de Cantanhede, que recebeu, entre outras mercês, o título de marquês de Marialva, por carta de lei de 11 de Junho de 1661.

Retirado de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_das_Linhas_de_Elvas"


Brasão de Armas da Cidade de Elvas

Escudo Português representando, em fundo vermelho, um cavaleiro com completa armadura de ferro, elmo de ouro, aberto, e no alto um penacho de plumas. O cavaleiro, que é crível seja D. Sancho II (o conquistador de Elvas aos mouros em 1226 e à qual concedeu foral em 1229) está voltado à esquerda. Saio comprido, espora e estribo; na mão direita segura a espada, com a ponta um pouco voltada para si; na mão sinistra um estandarte branco ou alferona, encostado ao ombro, com cinco escudetes (ou quinas) dispostos em cruz, e cada escudete carregado de cinco besantos também em cruz; a mão (esquerda) segura também as rédias e está oculta pelo escudo.

Fonte: http://www.cm-elvas.pt

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