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Crato |
| Distrito: |
Portalegre |
| Freguesias: |
6 |
| Área |
388,0
km2 |
| População
Presente (Total) |
4
231 |
| Estradas |
Existentes:
EN119, EN245, IP2 |
Caminhos
de Ferro
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Linhas:
DO LESTE |
| Estações |
Crato |


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| Esta vila, situada na província
do Alto Alentejo, distrito de Portalegre, 22 quilómetros
a oeste desta cidade, tem uma história muito antiga.
Foi fundada pelos cartagineses, há mais de 2.500
anos. Os romanos conquistaram-na 60 anos antes de Cristo
remodelando o castelo existente segundo a sua concepção
táctiva, estabelecendo nele uma forte base militar
e um forte centro político e administrativo. Destruída
pelos vândalos, a fortaleza foi restaurada em 413
pelos Âlanos que, então, aqui se instalaram.
Ao tempo, já o Crato era bispado e o seu nome era
Castraleuca ou Castra-Leuca que no transcurso dos séculos
e por corrupção, passou a denominar-se Ucrate
ou Crate e, por fim, Crato. Nas actas do "Concílio
Iliberitano" celebrado no ano 300 na cidade de Andaluza
de Elvira, encontram-se as assinaturas de três prelados
lusitanos, um dos quais era o bispo castraleucense, Secundino.
No ano de 582 voltou a ser tomada, sendo desta vez os
Visigodos os seus novos senhores. No ano de 706 os Mouros,
no ímpeto da sua avançada vitoriosa através
de toda a Península, apoderaram-se dela, ficando
sobre o domínio Muçulmano durante 454 anos,
até que em 1160, D. Afonso Henriques, a conquistou,
para jamais deixar de ser terra portuguesa. Episodicamente,
em 1662, caiu em poder de D. João de Áustria,
que lhe pôs cerco, encontrando, porém, desesperada
resistência, que muito o surpreendeu e irritou.
As suas muralhas formavam um hexágono irregular,
com uma torre em cada ângulo. Conquistada a praça,
finalmente, pois tinha uma pequena guarnição,
foram enforcados por ordem do general espanhol, o governador
André de Azevedo e Vasconceles e o sargento-mór,
Gonçalo Chaves. Aqui se havia refugiado a rainha
D. Leonor, viúva de El-Rei D. Duarte, quando em
1440 as cortes confiaram a regência ao Infante D.
Pedro, durante a menoridade de D. Afonso V. Fora da vila,
a muito pequena distância, encontra-se o antigo
Convento de Santo António, que foi de frades franciscanos
e hoje é o hospital da Santa Casa da Misericórdia.
Em 1232 o rei D. Sancho II doou-a à Ordem dos Hospitalários,
sendo prior, Mem Gonçalves, que deu o primeiro
foral à vila, no mesmo ano. Esta Ordem, estabeleceu-se
em Portugal no tempo de D. Afonso Henriques, em Leça,
arredores do Porto, tendo sido o seu primeiro prior, um
irmão do rei. Porém, em tempo de D. Afonso
IV, por volta de 1335, sendo Mestre da Ordem D. Álvaro
Gonçalves Pereira, foi a sua sede transferida para
o Crato, passando ele e os seus sucessores a usar o título
de Prior do Crato. Assim, se estabeleceu aqui, a capital
do priorado que possuía vinte e três comendas
e as seguintes terras e seus termos: Crato, Amieira, Belver,
Cardigos, Carvoeiro, Sertã, Envendos, Oleiros,
Gáfete, Tolosa, Pedrogão Pequeno e Proença-a-Nova.
O rendimento anual do priorado, no século XIV,
era de quarenta e cinco contos de réis. O Grão-Prior
do Crato tinha poder espiritual e temporal, com jurisdição
episcopal, motivo pelo qual não estava subordinado
a prelado algum. Do Crato partiu o Prior com os cavaleiros
da sua Ordem, a tomar parte na batalha do Salado, servindo
a Fé, a Pátria e o Rei. Foi portanto, D.
Álvaro, o primeiro Prior do Crato. Os componentes
da comunidade, eram frades batalhantes- guerreiros e monges-
e tinham votos de humildade, pobreza e castidade, o que
não impediu D. Álvaro de ser progenitor
de trinta e dois filhos. Para instalação
da Ordem, mandou edificar no sítio de Flor da Rosa-
arrabaldes do Crato- o Mosteiro, que passou a ser, desde
então, a Casa-Mater daquela Ordem em Portugal.
Foi o Grão- Prior, pai de D. Nuno Álvares
Pereira. O Crato orgulha-se desta ligação
com o nosso Santo Condestável. A partir do século
XVI a Ordem do Hospital passou a denominar-se Ordem de
Malta, nome que ainda hoje conserva. Em 1512 teve a vila
novo foral, dado por El-Rei D. Manuel. O Crato gozava
de voto em Cortes, com assento no banco nº 12 |
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Armas
- Escudo de ouro, com um castelo de vermelho,
aberto e iluminado de prata, acompanhado por dois ramos
de oliveira de verde frutada de ouro. O castelo assenta
num monte de penhascos de verde, realçado de negro
e cortados por três faixas ondadas, duas de prata
e uma de azul. A torre central carregada com uma cruz
de Malta de prata. Coroa mural de quatro torres. Listel
branco com os dizeres de negro : " VILA DO CRATO
".
Bandeira - Esquartelada de branco e vermelho,
cordões e borlas de prata e vermelho. Haste e lança
de ouro.
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