| Castelo
de Vide |
| Distrito: |
Portalegre |
| Freguesias: |
4 |
| Área |
264
km2 |
| População
Presente (Total) |
4
144 habitantes |
| Estradas |
Existentes:
EN246, EN246-1 |
Caminhos
de Ferro
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Linhas:
RAMAL DE CÁCERES |
| Estações |
Castelo
de Vide |
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Concelho situado no extremo
contraforte noroeste da serra de S. Mamede, Castelo de Vide
tem uma área de 264 quilómetros quadrados,
distribuídos por 4 freguesias: as 3 da sede - Santa
Maria da Devesa, S. João Baptista, Santiago Maior
- e a de Nossa Senhora da Graça de Póvoa e
Meadas.
As três primeiras formam a vila, medieval e florida.
Uma vila que, no dizer de Raul Proença é "como
uma pequena Pompeia que houvesse sido soterrada e surgisse
agora à luz do dia". Uma vila a que alguns teimam
em chamar a "Sintra do Alentejo". Castelo de Vide
não pode nem deve admitir comparações.
Tem virtudes suficientes para ser inconfundível e
para receber por isso os louvores devidos. José Saramago
explica: "... diz-se, enfim, que Castelo de Vide é
a Sintra do Alentejo, quando a ninguém ocorreria
afirmar que Sintra é a Castelo de Vide da Estremadura.
As árvores que rodeiam Castelo de Vide não
são as de Sintra, e ainda bem. Porque em vez de termos
aqui uma paisagem de imitação, têmo-la
verdadeira, sob um outro céu, envolvendo outra realidade
urbana, outro modo de viver. Fosse Castelo de Vide outra
Sintra, e não valeria a pena vir de tão longe
até cá".
A ocupação humana do território deste
concelho é bastante remota, como o testemunham os
diversos sítios e monumentos arqueológicos.
É uma zona do país onde se verifica uma maior
quantidade de monumentos megalíticos, o que atesta
o desenvolvimento de comunidades locais e regionais no período
neolítico e calcolítico. São exemplos
os 32 monumentos inventariados e existentes. Foram também
encontrados materiais respeitantes à respectiva presença
do homem no período paleolítico, neolítico
e Idade dos Metais, já anteriormente referidas, e
da ocupação romana e medieval.
A existência da vila é mais recente. Terá
recebido um primeiro foral, em 1180, dado por Pedro Anes.
Em 1276, forma concelho, separando-se de Marvão,
mas é em 1310 que ganha notoriedade, quando D. Dinis
lhe concede foral e inicia as obras do castelo e das muralhas.
Primórdios medievais teve também o concelho
de Póvoa e Meadas que foi constituído em tempos
de D. Duarte. Tanto este como a Castelo de Vide receberam
foral novo outorgado por D. Manuel I. O concelho de Póvoa
e Meadas viria a ser extinto em 1836, e integrado como freguesia
no de Castelo de Vide.
Foi com a Guerra da Restauração, no século
XVII, que a vila se viu guarnecida pelos muros e baluartes
que ainda hoje quase a envolvem. À nova estrutura
defensiva se juntou o Forte de S. Roque, mandado construir
por Azevedo Fortes em 1710. Esta reconstrução
aconteceu logo a seguir à invasão castelhana
de 1704 que ocupou e destruiu todas as defesas.
Na primeira linha de defesa do território nacional,
Castelo de Vide e o seu alfoz foram ao longo da primeira
década do século XIX, cenário da guerra
que, intermitentemente, colocou em confronto os exércitos
de Portugal, Espanha, França e Inglaterra. Durante
aquele período, milhares de militares daqueles países
vão instalar-se, ora por largos meses, ora por alguns
dias, na vila e em todo o concelho de Castelo de Vide. A
perturbação dos habitantes locais é
grande, vendo-se, não só afectados no desempenho
das suas actividades normais, mas ainda obrigados a fornecer
alojamentos e víveres.
Na segunda metade do século XV, instalou-se em castelo
de Vide uma das mais densas comunidades judaicas de Portugal.
Essa presença é hoje assinalada pela judiaria
e pela sinagoga, localizadas no velho casco medieval, nas
ruas calcetadas que descem da Porta do Castelo até
à Fonte da Vila, pelas ruas Nova, da Fonte, do Mercado,
do Arcário, da Rainha e da Judiaria. É o agradável
Centro Histórico de Castelo de Vide, onde um correcto
programa de recuperação de edifícios
foi a mola impulsionadora da revitalização
de toda a zona.
Igrejas e capelas contam-se às dezenas na área
do concelho, delas se destacando, intramuros, a de Santa
Maria da Devesa, a da Misericórdia, a de Nossa Senhora
da Alegria, a de S. Roque. Nos arredores, evidenciam-se
a de Nossa Senhora da Penha, a do Salvador do Mundo e a
de Nossa Senhora da Luz.
O desenvolvimento de Castelo de Vide passa hoje pela consolidação
e diversificação da oferta turística,
alicerçadas na qualidade. Turisticamente, a vila
sempre soube promover-se, por isso dispõe de uma
boa capacidade hoteleira, desde Hotéis, Albergaria,
Residenciais e unidades TER.
Relativamente à Gastronomia, Castelo de Vide dispõe
um dos mais afamados restaurantes portugueses, para além
de muitos outros, onde se pode apreciar a sopa de cachola,
os ensopados, o sarapatel, as boleimas...
As festividades mais singulares, e espectaculares pelos
seus rituais, são as da Páscoa: as tradições
católicas misturam-se com ritos de influência
judaica que ficaram impregnados no viver local. Na Sexta-Feira
Santa destaca-se a procissão do Enterro do Senhor,
no Sábado Aleluía, a benção
dos cordeiros, e pela noite o Aleluía, começando-se
a ouvir o ruidoso toque de chocalhos dentro do templo. No
Domingo de Páscoa celebra-se a procissão da
Ressurreição do Senhor. Outras festas como
o Carnaval Trapalhão, o S. João e a Romaria
de Nossa Senhora da Penha têm também uma forte
expressão popular. |
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| Escudo
de vermelho, com um castelo de ouro, acompanhado de dois
ramos de vide, de verde, folheados, do mesmo e frutados
de púrpura, postos em pala. Coroa mural de quatro
torres. Listel branco com as palavras " NOTÁVEL
VILA DE CASTELO DE VIDE ", DE NEGRO. |
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