| Avis |
| Distrito: |
Portalegre |
| Freguesias: |
8 |
| Área |
605,55
Km2 |
| População
Presente (Total) |
5681 |
| Estradas |
Existentes:
EN243, EN244, EN370, EN372. |
| Caminhos
de Ferro |
Linha
do Leste |
| Estações |
Ponte
de Sôr |
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Concelho de origens pré-históricas,
foi já na alta Idade Média que o seu nome
se projectou. Avis é nome sabido e consabido e baptizou
a mais emblemática das dinastias portuguesas. Foi
aqui que, desde os sete anos, viveu aquele que viria a ser
D. João I de Portugal. Daqui partiu para a glória
o homem que era o Mestre de Avis. Mestre da Ordem Militar
que aqui se instalou no século XIII. Freires que
repovoaram a localidade, edificaram um castelo e construíram
o célebre convento de S. Bento de Avis. Frades que
ajudaram a fazer uma grande parte da história deste
concelho. Quando, em 1834, se extinguiram as ordens religiosas,
Avis possuía 49 comendas, 128 priorados e vigairarias
e 18 vilas.
O concelho tem uma população de 5.681 habitantes,
residentes em 8 freguesias que se estendem sobre uma superfície
com uma área de 605,48 quilómetros quadrados.
A indústria é aqui pouca e de pequeno porte.
O comércio tem uma dimensão relativa. A cortiça
tem alguma expressão. A maioria dos habitantes vive
da agricultura e da pecuária. Os principais produtos
agrícolas são: cereais, hortícolas,
azeite e algum vinho. Que não será muito.
Em meados do século XVIII, o pároco da freguesia
de Avis lamentava mesmo que aqui se recolhesse "pouco
vinho". Mas a vinha de Avis espalha-se por manchas
de qualidade que produzem excelentes vinhos de que se destacam
os de Benavila, da Fundação Abreu Calado.
O padre de 1758 referia a falta de vinho, mas já
não se lamentava quanto aos outros produtos da terra,
tecendo mesmo os maiores encómios à sua região.
Na resposta ao questionário lançado pelo governo
central a todas as paróquias do reino, fazia-se então
saber a Lisboa ser Avis "abundantíssima de pão
e azeite" e elogiavam-se-lhe os "muitos e admiráveis
legumes". Declarava-se o termo "sumamente abundante
de caça e gados", referia-se, rimando, a existência
de "muitas colmeias e grandes montados". Já
a ribeira que "toma o nome de Avis" era riquíssima
em "barbos, bogas, bordalos e pardelhas".
A bacia hidrográfica do concelho assenta na ribeira
de Avis e num grande número de afluentes que recebe
durante o seu curso concelhio. Nascida 18 quilómetros
acima de Monforte, chega aqui vinda de Fronteira. Na parte
inicial do seu curso tem o nome de ribeira do Freixo. Depois
de se juntar com o ribeiro de Assumar, toma o nome de ribeira
Grande ou de Avis. Corre até junto de Figueira. Um
pouco antes, recebe o ribeiro de Lupe, e mais abaixo, o
de Sousel. Desce para o Ervedal, e aqui recebe o ribeiro
da Caniceira, continuando em direcção à
vila. Depois de receber o ribeiro de Seda, corre direito
à aldeia de Maranhão. Ali perto, outro afluente
a espera: o Alcórrego. Segue então em direcção
a Mora, para pouco depois perder o nome de Avis e se passar
a chamar Sorraia.
A ribeira de Avis é desde há muito apreciada
por quem conhece estas paragens e procura usufruir de momentos
de lazer e frescura. Ao longo do seu curso, em passeios
pedestres, a calma invade-nos. Paisagens belíssimas
abrem-se aos nossos olhos. O espírito repousa, a
todo o momento, numa mistura de verdes e azuis que, a um
tempo, envolvem e refrescam. Rica em peixe (carpa, barbo,
achigã), permite a pesca desportiva ao longo da quase
totalidade do seu curso. Importante tornou-se também
a ribeira de Seda, especialmente desde que as suas águas
engrossaram e deram origem à bela albufeira da Barragem
do Maranhão.
Preguiçosa, a albufeira do Maranhão estende-se
para sudoeste e convida à visita: parque de campismo,
canoagem, vela e pesca. O grande lago alterou, para melhor,
a fisionomia de parte do concelho. Modificou-lhe a paisagem
e alargou-lhe as potencialidades. Com os atractivos criados,
novas possibilidades económicas se abriram. Também
aqui, na zona da barragem, a Herdade de Bordalos constitui
outro convite: casa antiga do século XVIII, reconstruída
e convertida em unidade de turismo em espaço rural.
O Alentejo está a tornar-se o paraíso deste
género de turismo. Antigas quintas ou velhos palacetes,
tudo está a ser adaptado para proporcionar aos citadinos
um reencontro com os grandes espaços. No centro da
vila há outra unidade turística, o solar Santa
Teresinha, casa setecentista, reconstruída, com sete
quartos e piscina, em Benavila, a Herdade de Cavalinhos,
situada numa reserva de caça, e na freguesia de Figueira
e Barros o acolhimento é proporcionado pela Herdade
do Padrão.
Avis é um concelho de enorme riqueza artística.
Tem uma bela vila muralhada, onde se conserva o que resta
do imponente convento de S. Bento, outrora de grande importância
religiosa, militar e política. Mas Avis tem, tanto
na vila (igrejas, torres, muralhas), como nas restantes
freguesias, um rico conjunto de tesouros verdadeiramente
insuspeitos que constituem um convite para uma visita interessada. |
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| Escudo de prata com uma cruz florenciada
de verde, tendo sobre o cruzamento um escudete de ouro com
uma árvore de verde, troncada e arrancada de negro.
Esta árvore arrematada por uma águia aberta
de negro. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel
branco com os dizeres a negro : " VILA DE AVIS ". |
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