|
2 – ALGUMAS CARACTERISTICAS
Ainda que a sua zona de origem tenha sido o Médio Oriente, portanto terras pobres, pedregosas (os melhores terrenos destinavam-se aos cereais) e sujeitas a verões longos, quentes e secos, a plasticidade da oliveira levou-a a ocupar outros lugares geográficos onde com sucesso produz com êxito. Porém, é facto reconhecido que devido à forma da sua natural selecção, a oliveira apresenta um potencial frutífero muito baixo. Na realidade, a percentagem de flor que chega a produzir fruto é deveras pequena se comparada com a carga floral total. Apenas 1-4% e mesmo assim em anos de carga, é o quantitativo máximo de flores que alcança a frutificar. A floração não é se não outra coisa que o resultado da interacção entre uma multitude de factores: nutricionais, de competência entre consumidores de natureza vegetativa ou reprodutiva e a sempre presença de factores ambientais. Por outro lado, existem mecanismos de compensação da carga floral e deste modo as diferenças de floração determinadas pela colheita anterior (segundo o crescimento e n.º de nós do lançamento do ano anterior), tratam de ser equilibradas durante o desenvolvimento das inflorescências e flores, a polinização e o crescimento do fruto. Em consequência disto, uma elevada floração vai sempre acompanhada de aborto ovárico e um menor índice de polinização efectiva e mesmo tamanho do fruto. Contudo, ditos mecanismos de compensação resultam ser de alguma forma ineficientes já que não conseguem equilibrar totalmente os diferentes processos.
3 – A PLANTAÇÃO
A plantação da oliveira, preferentemente, deve ser feita em terrenos ligeiros, ser dotada de rega e com uma densidade por hectare que dependerá das condiçoes naturais disponíveis e/ou vontade do empresário. Nunca menos de 400 plantas por hectare podendo cheagr, no caso das plantações superintensivas, a 2.000 plantas! De qualquer modo, as plantas a utilizar, genericamente obtidas por enraízamento em estufa de material semi ou mesmo lenhoso, devem ter procedência certificada e serem fitosanitariamente garantidas.
Em termos de precocidade e produtividade, isso depende da cultivar escolhida visto que elas diferem entre si. Neste sentido, o produtor terá de proceder a judiciosa escolha e tanto mais se a área a plantar é grande; Neste caso, é aconselhável o estabelecimento de variedades de maturaçao diferenciada, naturalmente dentro dos interesses do produtor (azeitona de mesa ou azeite). Em todo o caso, é sempre de esperar que ao 3º ou 4º anos as jovens árvores iniciem a sua produção cujos quantitativos dependerão da forma como foram conduzidas. Porque se trata de uma árvore especial, cabe esperar que a podutividade vá em aumento todos os anos até alcançar um valor estabilizado difícil de definir visto depender de factores culturais, ambientais e mesmo da mão do Homem. No que respeita á produtividade em azeite, o mesmo raciocínio anterior é válido para este caso. Variedades existem que são muito produtivas (caso da Blanqueta, Picual, Frantoio entre naturalmente muitas outras) enquanto outras são bem mais modestas como é o caso da Azeiteira ou mesmo da Galega.
|