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Avançamos um pouco no conhecimento da muralha seiscentista de Elvas
BALUARTE DE OLIVENÇA, DE S. PEDRO OU DOS MOSTEIROS

Os 90º marcam os ângulos dos dois flancos e do ângulo flanqueado deste Baluarte de Olivença. As faces estão viradas a S. e a SW. A sua estrutura permite uma alargada linha de fogo sobre o inimigo, comportando 12 lugares para armas de fogo. Duas canhoneiras no flanco, mais 3 e 4 nas faces e no último flanco 3. As guaritas marcam presença nos extremos e são todas diferentes: hexagonal côncava com 3 frestas, tecto a acompanhar; octogonal com 3 frestas e tecto também octogonal com moldura e outra redonda com tecto também redondo. As bases são todas iguais: esfera, segmento convexo seguido de côncavo. Contém a meio da face, virada a SW, uma latrina rectangular.
CONTRAGUARDA
A proteger a face virada a SW do Baluarte de Olivença temos esta contraguarda. É constituída por duas faces e um flanco. O ângulo reentrante é bastante acentuado e disfarçado no terreno, ficando escondido da linha do inimigo e, claro, permitindo a defesa e ataque mais à distância, uma vez que o seu terrapleno tem largura suficiente para comportar peças de artilharia, sendo uma obra externa. Tem duas canhoneiras de cada lado com guarita hexagonal no ângulo. Tem frestas em todos os lados do polígono e o tecto é redondo com moldura. A galanteria é rectangular, com pino de forma quadrangular a assentar num dos vértices.
CORTINA COM POTERNA

Esta cortina tem uma escarpa bem alta. O fosso termina com caminho coberto, limitado por reparo. A poterna situa-se próxima do flanco do Baluarte de Olivença, seguindo por meio de capoeira até ao caminho coberto. Por cima da poterna tem rasgado no reparo duas canhoneiras. Na parte debaixo da escarpa apresenta uma fresta.
Ana Trigueiro
Licenciada em História - Ramo do Património Cultural
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