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Seguimos o Caminho de Ronda para observarmos um pouco mais da cintura amuralhada seiscentista de Elvas. Vamos, então, conhecer o Baluarte da Praça d’Armas ou Parada. Ficamos, também, a conhecer o seu cavaleiro.
BALUARTE DA PRAÇA D’ARMAS OU PARADA, COM CAVALEIRO

Este baluarte está virado a S e é constituído por dois flancos, um para a praça d’armas entrincheirada e o outro para o revelim das portas de Olivença, formando ângulos de 90 o. As suas faces são grandes, enquadrando uma extensa linha de protecção à Praça e à sua cortina e fosso. O ângulo flanqueado também é de 90 o. A gola é larga. Temos por isso capacidade para 4 canhoneiras entaipadas apoiadas por 5 merlões, no flanco; na face virada a S/E 6 merlões com 5 canhoneiras e na virada a S/O 7 merlões com 6 canhoneiras viradas para o revelim e no flanco final 3 merlões com 2 canhoneiras. Em cada ângulo posiciona-se uma guarita com corredor de acesso. Seguindo a ordem temos em primeiro lugar uma pentagonal com frestas em todos os lados, friso simples, tecto a acompanhar os remates e termina com galanteria triangular. A segunda é semelhante, sendo côncava e termina com galanteria. A última é arredondada com moldura a fazer 4 lados, friso simples com meia laranja pentagonal e galanteria. Três frestas.
O Cavaleiro permite uma segunda linha de fogo no mesmo sentido. Podemos observar que o desenho do cavaleiro do Baluarte do Casarão tem linhas rectas, enquanto este se apresenta arredondado para o lado esquerdo, virado a S/E. O acesso faz-se na gola do baluarte, é constituído por 11 merlões e 10 canhoneiras.
CORTINA COM PORTA DE OLIVENÇA E REVELIM

Esta cortina fica virada a sul e engloba a segunda porta principal da muralha – a de Olivença (porque fica no sentido da vizinha vila de Olivença) e era a última porta a fechar-se à noite até 1875. A porta era levadiça (o que já não acontece hoje) apoiada por ponte até ao revelim onde fica a porta exterior, também levadiça (actualmente já não existe e junta em alvenaria à ponte que se lhe segue) seguindo em ponte até ao caminho coberto.
O acesso ao piso superior do revelim é feito pelo lado direito, atacando o inimigo com 4 canhoneiras e 5 merlões na face esquerda e igual número na face virada a S/W. Temos então um corredor que termina em guarita no ângulo flanqueado de desenho hexagonal e moldura, meia laranja de seis lados e galanteria. A base é a normal: esfera, concha, e segmento côncavo e cordão. Na parte inferior possuiu pequena divisão com 3 portas e uma janela.
O desenho da porta da cortina divide-se em três partes: dois almofadões laterais que apoiam porta em arco pleno ou alteado; o cordão divide a parte superior que suporta um friso simples onde a meio está uma inscrição. Na parte superior temos a meio o escudo, encimado por coroa e ladeado por duas figuras militares, e nos extremos situam-se pináculos esféricos. A porta do revelim tem arco rebaixado, apoiado por dois pés- -direitos. Na parte superior temos a meio figura de 2 canhões com estandarte a fazer os braços da armadura, que se posiciona ao centro. No lado esquerdo vêem-se balas pequenas com tambor e estandarte; no lado direito balas grandes com estandarte.
BIBLIOGRAFIA
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Ana Trigueiro
Licenciada em História - Ramo do Património Cultural
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