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| É Carnaval ninguém leva a mal |
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09.02.2007
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| Maneta Alhinho |
O Carnaval é sempre um período dado a grandes folias. Ao longo dos tempos, foi sendo aproveitado para inúmeras brincadeiras, muitas delas troçando das autoridades, dos costumes e de certas personalidades. Batalhas de água, ovos, farinha e outras coisas mais, tornam esta época do ano, num período muito agitado e como diz o velho ditado português: - “É Carnaval ninguém leva a mal!”.
O Carnaval é festejado com desfiles, mascarados e brincadeiras, cujas celebrações são muitas das vezes grandes eventos organizados por associações ou mesmo pelos municípios.
Este costume, permite, por exemplo, inverter os papéis sociais (homens, mulheres, ricos, pobres...), servindo sobretudo para a crítica política e social.
É nesta perspectiva, que eu, que até nem sou muito dado a esta época carnavalesca (sem jeito nem feitio), este ano gostaria de me vestir de Juiz de um qualquer Tribunal e julgar com pesadas sanções, alguns candidatos a “psicólogos” de trazer por casa, mascarados de “carteiros”, que deixam missivas vergonhosas nas caixas de correio, pela calada da noite.
A sua cobardia esconde-os atrás do anonimato, fazendo-nos lembrar os lobos que atrás das moitas, espreitam e atacam os rebanhos desprevenidos e cansados.
Seria o Carnaval, a altura ideal para os “peões de brega”, de uma minoria sem escrúpulos, vampiros de envelope, tirarem a máscara e se assumissem de uma vez por todas, dando a cara com humildade e frontalidade, apanágio dos verdadeiros homens, durante todo o ano.
Maneta Alhinho
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