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Identidade Nacional

19-01-2006
Paula Lebre - 15.30 H

Demasiadas vezes confunde-se idealismo com alienação da realidade.

Eu conservo os meus Ideais. Sou idealista e não me considero portadora de qualquer estado de loucura.

( Ou Serei? E isso será mau? Perigoso? Para quem?)

No meu ponto de vista, só é idealista quem é reformista, quem tem ideias que traçam caminhos bem definidos.

Quem não tem Ideais anda à deriva, ao acaso. Não toma opções correctas. Vai para onde o levarem. Quem não tem Ideais não tem orientação e é muito provável que se instale o caos. Isto sim, será loucura!

Os Ideais dão capacidade de discernir o certo do errado. Distinguem as ideias que aperfeiçoam a nossa qualidade de vida. Não é por acaso que ao longo da História da Humanidade sempre foram os Ideais que acicataram e mobilizaram revoluções.

Mas também é verdade que são as pessoas que têm Ideais, as primeiras a serem postas de lado, pelo incómodo que provocam quando se instalam interesses materiais e pessoais.

A estratégia de quem conquista o poder (por ironia à custa da luta pelos Ideais), é passar a mensagem de que o idealismo é para os visionários, para os que sonham com a utopia. Fazem do idealismo um estado de uma loucura que “reduz a realidade ao pensamento”.

Infelizmente, parece estar na moda associar um idealista a um incompetente. Fazendo da competência uma qualidade apenas de quem sabe fazer contas. De preferência somar dinheiro.

Não é por acaso que Portugal tem andado à deriva, sem Identidade. Os Ideais foram postos fora de moda. Mas somos nós mesmos que fazemos a moda reabilitando valores, que por conveniência de uma minoria, foram perdidos.

Só pode ser Idealista quem tem a verdadeira noção da realidade.

Uma coisa ninguém poderá mudar: - São os Ideais que definem a verdadeira Identidade Nacional.

 

 

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