A Semana da Juventude o Quique e o meu Clube
09-06-2005
Paula Lebre |
Festejou-se em Elvas a semana da juventude. Reconheço o mérito da organização, mas lamento no entanto, a falta da promoção de encontros abertos á comunidade para debate sobre os problemas dos jovens. Esta iniciativa poderia acontecer em parceria com os estabelecimentos de ensino.
Creio que teria sido uma mais valia social se a semana da juventude agitasse as consciências, tanto dos mais velhos como dos mais novos para uma melhor compreensão das dificuldades que enfrenta a juventude contemporânea. Aconteceria provavelmente um diálogo aberto entre gerações, de forma a oferecer ás famílias informação útil para ultrapassarem mais facilmente com mais serenidade, as incertezas e os medos que surgem aos adolescentes e a que os ama.
A parceria entre a organização da semana da Juventude e as Escolas teria evitado também alguns conflitos de algumas famílias que sendo uma semana de testes para avaliação final, as saídas á noite dos filhos pareceram inconvenientes aos pais.
Por falar de juventude, Elvas tem de sentir orgulho num jovem que vingou naquilo que sempre sonhou.
Henrique Sereno Fonseca “Quique” pode vir a ser uma referencia elvense em todo o pais quando foi escolhido para integrar uma equipa da super liga de Futebol.
O Quique sonhou, trabalhou, não desistiu e conseguiu. Mas o verdadeiro valor do Quique é o seu valor humano. Esta humanidade interior é parte da educação que os seus pais lhe souberam dar, enquanto apoiaram em primeiro lugar a felicidade do seu filho apesar de ela não corresponder ao que desejavam para ele.
“O Elvas, CAD” clube onde o Quique jogou durante 1 ano como amador, festejou no passado sábado, o seu aniversário pela vitoria do campeonato nacional da 3º divisão de futebol. Embora deva felicitar o meu clube, lamento que a alegria de uma recordação histórica do clube não tenha sido partilhada com a população elvense mas principalmente com os sócios.
A sobrevivência de “O Elvas, CAD” esta no envolvimento dos elvenses com o clube da “terra”.
O Elvas não pode dar-se ao luxo de ser elitista com festas exclusivas para convidados, sobretudo quando se trata de património histórico.
A historia, mesmo de um simples clubes desportivo, é sempre de todos e não só de alguns.
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